Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2011

3 pontos são mais importantes do que os golos

O golo cedo do FCPorto fazia prever uma vitória fácil e rebusta. No entanto, o golpe de Varela não demoveu a parede de betão armado do Rio Ave que se manteve intacto o resto do jogo. Por vezes os três pontos são mais importantes do que os golos e do que as exibições...

Não foi preciso muito tempo. «Só» velocidade e circulação de bola. Em sete minutos, o FC Porto contornava o obstáculo que Carlos Brito dispusera meticulosamente diante da baliza do Rio Ave. Não era exactamente um autocarro, conforme prometera, mas chegou a assumir as dimensões de um minibus, que permaneceu aparcado no mesmo lugar bem para lá do golo.

À estratégia marcadamente defensiva do adversário, que apostava tudo na solidez da equipa e na capacidade de se tornar suficientemente elástica para interromper os exercícios de aquecimento de Helton, os Dragões responderam com um «carrossel» enérgico, que mantinha a bola em trânsito de pé para pé e envolvia toda a equipa e um repertório variado de dribles e simulações.

Na circulação paciente, apesar de acelerada, desenhou-se a vantagem portista, com Varela a concluir, com um golpe de cabeça, um cruzamento de João Moutinho, na ponta final de um lance que já havia passado pelos pés de James e Sapunaru e pelas duas alas, num esboço a toda a largura, que surpreendeu o opositor pela amplitude e pela velocidade de execução.

Mas nada mudou com o golo. Mais estranho ainda foi o facto de o estorvo vila-condense conquistar tamanho com o acumular de minutos, redimensionando o objectivo nos últimos instantes. A redução crescente do tempo disponível e a margem mínima aproximavam, por fim, o Rio Ave da área portista, mas a intenção de entrar no jogo pelo fim não produziu muito mais do que um livre ziguezagueante de Júlio Alves, entre várias oportunidades que aproximavam o líder do 2-0 e sublinhavam o papel relevante do guarda-redes Paulo Santos num desfecho que deveria ter sido mais amplo, para poder ser justo.

FICHA DE JOGO

FC Porto-Rio Ave, 1-0

Liga 2010/11, 18.ª jornada

6 de Fevereiro de 2011

Estádio do Dragão, no Porto

Assistência: 29.417 espectadores

Árbitro: Vasco Santos (Porto)

Assistentes: Tomás Santos e Alexandre Freitas

4.º Árbitro: Rui Costa

FC PORTO: Helton «cap.»; Sapunaru, Rolando, Otamendi e Sereno; Fernando, João Moutinho e Rúben Micael; Varela, Hulk e Sereno

Substituições: Sereno por Fucile (78m), Rúben Micael por Guarín (78m) e Varela por Mariano (85m)

Não utilizados: Beto, Maicon, Rodríguez e Souza

Treinador: André Villas-Boas

RIO AVE: Paulo Santos; Zé Gomes, Gaspar «cap.», Jeferson e Tiago Pinto; Tarantini e Ricardo Chaves; Bruno Gama, Vítor Gomes e Yazalde; João Tomás

Substituições: Ricardo Chaves por Wires (46m), Bruno Gama por Saulo (70m) e João Tomás por Júlio Alves (85m)

Não utilizados: Mário Felgueiras, Milhazes, Cícero e Éder

Treinador: Carlos Brito

Ao intervalo: 1-0

Marcadores: Varela (7m)

Disciplina: cartão amarelo a João Tomás (39m), Sapunaru (42m), Tiago Pinto (43m), Rúben Micael (52m), Jeferson (61 e 82m), Zé Gomes (69m), Fernando (75); cartão vermelho a Jeferson (82m)

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