Terça-feira, 21 de Dezembro de 2010

Pôncio Monteiro


Fica aqui esta minha pequena homenagem a esta figura que deixará por certo muitas saudades.

A família Portista ficou hoje mais pobre.

Sábado, 4 de Dezembro de 2010

Operação Vitoria de Setúbal

O FC Porto encerra, este domingo, a preparação do encontro da 13.ª jornada da Liga. Os Dragões realizam o derradeiro ensaio para a recepção ao V. Setúbal no Olival, às 10h30, à porta fechada.

Relativamente à sessão de trabalho deste sábado, cumprida no mesmo local designado para amanhã, de referir que Alvaro, Beto, Varela e Fernando repetiram os respectivos programas de recuperação (treino condicionado para o lateral e tratamento para os restantes) e que o guarda-redes Kadú, dos Sub17, voltou a marcar presença.

Os azuis e brancos defrontam a equipa sadina já esta segunda-feira, às 18h45 (Hora Açores), no Estádio do Dragão.







Equipa recuperada
«Tivemos dias suficientes para recuperar. A nossa lógica é de dois dias de descanso para quem joga. Decidimos ter um dia de recuperação total para todo o plantel, que foi ontem. Hoje dividimos o grupo, e quem jogou manteve-se em recuperação. Amanhã vamos ter um treino muito ligeiro de preparação para o jogo e estratégia. Será o treino fundamental para o que vamos fazer na segunda-feira. Viemos um pouco machucados de Viena. Perdemos o Beto por um período importante, vamos gerir o esforço do Varela e provavelmente não vai a jogo. Ainda vamos ter de analisar a situação do Fernando.»

Manter vantagem
«Queremos continuar invencíveis o maior período de tempo possível, mas o objectivo traçado internamente é não perder até ao Natal. Com esta alternância de competições, é importante que a equipa se mantenha com os compromissos e com as obrigações e que sinta a pressão das equipas que se aproximam. Jogamos na segunda-feira e queremos voltar a ganhar a distância em relação ao segundo classificado que deixámos no fim-de-semana passado.»

A vitória de Viena
«A equipa tem-se mantido num nível exibicional espectacular. A assimilação de ideias tem sido fundamental e os jogadores têm-se mantido no topo. Esta vitória em Viena teve, para nós, um sentimento especial, pela forma como foi obtida. Apesar de já estarmos apurados para a próxima fase da UEFA Europa League, houve compromisso total com o jogo e com a tentativa de ganhar, porque era um estádio que significava muito para nós e estávamos na presença de pessoas muito importantes. Não é por ter feito um ‘hat-trick’ que o Falcão assimilou as ideias que nós queremos. Marcou logo no primeiro jogo oficial, tal como na época anterior. O Falcao foi decisivo, como muitos outros, e teve uma noite de sonho em termos individuais, potenciada pelo colectivo.»

Adversário competitivo
«O Vitória de Setúbal vem de uma série infeliz em termos de resultados, mas é um adversário extremamente competitivo. Poderiam ter ganho perfeitamente à Académica. No Dragão vão-nos ameaçar em profundidade e dar-nos a iniciativa de jogo. Não acredito que venham de peito aberto, e isto não é uma crítica. Será um jogo com alguma dificuldade. Para nós é decisivo continuar a ganhar.»

Ausência do banco
«É um desgosto enorme não poder participar mais activamente no jogo. Aquele rectângulo da área técnica é o meu espaço de exercício físico e vou ter de compensá-lo de outra forma. A responsabilidade está entregue à minha equipa técnica e sentimo-nos confortáveis, com ou sem o líder por perto. A comunicação é permitida e estaremos todos em sintonia, para que a ausência seja notada o mínimo possível.»

Tóquio e Viena num jogo só


A história nunca se repete é certo. O estádio era o mesmo, embora agora com outro nome, mas os jogadores eram outros e o futebol praticado também. Contudo, hoje em Viena, repetiu-se o mesmo que há 23 anos. Repetiu-se uma equipa a lutar sempre contra as adversidades, com jogadores solidários, com uma equipa técnica alt...amente profissional e com uma alegria e entrega imensa a jogar. A história não se repete é verdade, mas tal como à 23 anos, o FCP continua a ter as mesmas características que o fizeram tornar o maior de Portugal e um dos melhores do mundo, e estas características continuam a perdurar desde esta altura.




O  jogo contra o  Rapid Viena fez relembrar a magnifica final da Taça dos Clubes Campeões Europeus conquistada  pela primeira vez pelos Dragões, em 1987, na capital austríaca. Contudo o frio e o intenso nevão trouxe à memória uma outra final realizada no mesmo ano: Final da Taça Intercontinental conquistada também pelos portistas. 23 anos depois, o Fcporto relembra num só jogo duas finais que marcaram a sua historia.
"Uma vitória em Viena garantia o primeiro lugar no grupo e o apuramento para a fase a eliminar como cabeça de série. Objectivo cumprido num terreno gelado, em que o FC Porto teve de enfrentar um adversário mais adaptado a estas condições. Os azuis e brancos chegaram a ser brilhantes, não abdicando sequer do seu futebol característico, de troca de bola e pressão constante. Falcão, com três golos, somou o seu sétimo tento na prova (oitavo se incluirmos a pré-eliminatória) e deve liderar a lista de melhores marcadores no final da ronda.

A entrada em jogo dos portistas foi, naturalmente, muito complicada. Helton, com uma excelente defesa, aos 19 minutos, manteve a baliza do FC Porto inviolada, num momento em que Fernando, lesionado, já tinha sido (bem) substituído por Guarín. Nevava sem parar e Falcão, cinco minutos depois, cabeceou ao ângulo inferior esquerdo da baliza Hedl, que executou uma defesa apertadíssima. A equipa crescia em campo e conseguia jogadas de envolvência: Varela chegou a aparecer isolado face ao guardião austríaco, sem conseguir alvejar o alvo. Apesar do domínio que se acentuava a cada minuto, o Rapid chegou à vantagem, num lance pouco mais que fortuito, por Trimmel, aos 39 minutos.

Os Dragões redobraram esforços para não chegar ao intervalo com uma desvantagem tremendamente injusta. Apenas três minutos depois, Otamendi lançou a bola para as costas da defesa austríaca, Falcão apareceu de rompante e fez o 1-1, rematando com precisão quase milimétrica. Nos festejos, voaram bolas de neve.

No segundo tempo, já com o nevão a dar tréguas, a equipa do FC Porto assumiu por completo a despesa do jogo, reduzindo a equipa local ao papel de figurante. No meio de muita luta, e já depois de Rolando ameaçar o golo, surgiu o segundo tento portista. Moutinho libertou Hulk na esquerda, o cruzamento não foi desfeito por Hedl e Falcão, oportuníssimo, fez o 2-1.

Faltavam apenas cinco minutos para os 90, mas o golo da tranquilidade ainda surgiria. Hulk disparou um «tiro» que Hedl nãos segurou e o colombiano, com classe, chegou primeiro a bola e tocou-a por cima do guarda-redes. No regresso a Portugal, a equipa azul e branca não poderia ter melhor companhia para comemorar do que os campeões europeus de 1987, que viram a partida a convite do FC Porto. Madjer pode passar de calcanhar o estatuto de herói no Prater a Falcão, que regressa com um «hat-trick» na bagagem.

Rapid Viena-FC Porto, 1-3
UEFA Europa League, grupo L, quinta jornada
2 de Dezembro de 2010
Estádio Ernst Happel, em Viena

Árbitro: Aleksandar Stavrev (Macedónia)
Assistentes: Ljubomir Krstevski e Marjan Kirovski
Quarto árbitro: Petar Mantev
Assistentes adicionais: Dimitar Meckarovski e Goran Spirkoski

RAPID VIENA: Hedl; Sonnleitner, Soma, Patocka e Kayhan; Kulovits, Heikkinen «cap» e Saurer; Drazan, Gartler e Trimmel
Substituições: Drazan por Salihi (63m) Gartler por Nuhiu (77m) e Trimmel por Dober (83m)
Não utilizados: Payer, Kavlak, Konrad e Pehlivan
Treinador: Peter Pacult

FC PORTO: Helton «cap»; Sapunaru, Rolando, Otamendi e Fucile; Fernando, João Moutinho e Ruben Micael; Hulk, Falcao e Varela
Substituições: Fernando por Guarín (16m), Varela por Ukra (46m) e Ruben Micael por Belluschi (71m)
Não utilizados: Beto, Sereno, James e Castro
Treinador: André Villas-Boas

Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Trimmel (39m) e Falcao (42m, 85m e 88m)
Disciplina: cartão amarelo para Drazan (8m) e Patocka (80m)" Fonte: www.FCPORTO.pt